Dizem que falo pouco de mim aqui. Pois bem, estou indeciso com a minha próxima visita. Dalian ou a Represa das 3 Gargantas. Está um tempo de merd... foleiro em Shanghai. Dizem, meio na brincadeira meio a sério, que é o pior verão de sempre em Shanghai. É possível, é de longe o pior dos que passei aqui. Graças aos tufões que passaram perto daqui. E será a primeira vez que sinto isto, mas quero sair de Shanghai agora. Momentaneamente.
Sempre quis ir a Dalian, é frequentemente designada na internet como a mais bonita cidade da China. 3 anos depois e muitas cidades chinesas depois, não confio muito nestes rankings, dado que todas as cidades chinesas que visitei são espectaculares e belas, cada uma pelas suas razões e grandes motivos de interesse.
Seja como for, interessa-me visitar Dalian. E sendo esta uma cidade costeira com algumas das melhores praias da China, o verão será mesmo o melhor momento para a visitar. E depois de nadar no Pacífico perto da ilha chinesa de Taiwan em Xiamen, gostava de nadar no Pacífico perto da Coreia do Norte.
Por outro lado, tenho a Represa das Três Gargantas. A gigantesca e magnífica obra de Engenharia da China moderna. Um cruzeiro de alguns dias a bordo de um navio que sobe o rio Yangzi que vai desde Shanghai até às 3 Gargantas. Algo que gostava muito de ver também, quer pela viagem quer pela descomunal barragem.
Na China referem que a grandiosidade das 3 Gargantas só é comparável à Grande Muralha da China. E para quem conhece a Grande Muralha, está tudo dito.
Decisões, decisões.
Depois de uma viagem Londres - Shanghai um pouco atribulada por causa de um tufão na China, onde por exemplo o avião ao aterrar balançava de tal maneira que quase batia com as asas no chão, cheguei bem a Shanghai e muito contente por ter voltado.
Mas dois anos depois voltei a Portugal e não foi difícil nem demorou muito tempo até perceber que tão cedo não volto a viver ali... não sou um emigrante mas sim um refugiado.
Disse muitas vezes que Portugal estava essencialmente na mesma dois anos depois mas não é verdade ou pelo menos não muito preciso. Seguiu, isso sim, o caminho reaccionário em que já estava enterrado.
De cada vez que ligava a televisão fosse na RTP1, RTP2, SIC, TVI ou de cada vez que lia um qualquer jornal percebia a razão da estupidez, hipocrisia e mesquinhez generalizadas com mentiras mais ou menos disfarçadas e falaciosas.
Igreja, império e a sua sucursal neste país vulgo governo português, politiquice, mentiras, subtilezas, mediocridade. Tudo junto, a toda a hora, mostraram-me que este não é actualmente um país para mim.
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