Há já algum tempo (este início faz-me lembrar o título do magnífico álbum dos Mão Morta, "Há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável"... puta que pariu, que grande álbum) que pretendia visitar a restaurada Wàibáidù Qiáo (桥, qiáo, é ponte em Mandarim).
Esta ponte começou a ser construída no século 19, em 1856, e tem 106.7 metros de comprimento. Liga as margens do afluente rio Suzhou quando este se junta ao rio Huangpu, o principal rio de Shanghai e um dos maiores deltas (长江三角洲) criados pelo grande rio Yangzi (o mais longo rio da China e terceiro do Mundo) quando este desagua no Mar do Leste (que fora da China, é conhecido como Mar do Leste... da China).
Numa incrível acção de engenharia, simplesmente desmontaram esta ponte centenária (fuck...) e em Março de 2008 levaram-na durante um ano para o porto de Shanghai para ser restaurada.
Trouxeram-na agora de volta ao ponto inicial e, mantendo a estrutura original da ponte, montaram-na ("montaram" no sentido de reconstruir, seus depravadões e suas depravadonas... e o "-na" é a ponte...) como se de uns legos se tratassem.
Apesar de no domingo ter chovido em Shanghai (como se viu na corrida de Fórmula 1), no sábado até esteve um dia com algum sol. Tenho algumas fotos da "nova" ponte aqui.
Are you such a dreamer to put the world to rights?!
I'll stay home forever where two and two always makes a five
I'll lay down the tracks, sandbag and hide
January has April's showers and two and two always makes a five
It's the devil's way now, there is no way out
You can SCREAM and you can shout, it is too late now
Because...
You have not been PAYIN' ATTENTION
I try to sing along but I get it all wrong
'Coz i'm not
I swat 'em like flies but like flies the buggers keep coming back
But I'm not
All hail to the thief
BUT I'M NOT
Don't question my authority or put me in the box
'Coz i'm not
Oh go and tell the king that the sky is falling in when it's not
But it's not
Maybe not
Fim. Da 1ª parte.
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se e come-se, alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Nem me espanta nem me decepciona.
Até os Rage Against The Machine participaram numa altura qualquer num concerto pela "liberdade" e "auto-determinação" da região chinesa do Tibete, por que razão haveria de estranhar o comportamento da Björk aqui em Shanghai?... O que há realmente a lamentar foi o insulto a 1300 milhões e alguns mais que a receberam para ela fazer o seu trabalho na República Popular da China.
Mas tal como Hu Jintao disse há dias, "A estabilidade no Tibete diz respeito à estabilidade do país, bem como a segurança no Tibete diz respeito à segurança do país".
Eu até gosto bastante da música que ela faz, mas não lhe ficava nada mal (a ela ou a quem a "obrigou" a fazer aquele espectáculo adicional) informar-se antes de dar uma espécie de opinião sobre outros assuntos que caiem muito bem nos ouvidos dos manipulados imbecis ocidentais, mas que mostra bem como a desinformação imperial funciona. Em vez de "Tibete, Tibete" devias ter gritado "Jugoslávia, Jugoslávia". Está mais perto de tua casa e como tal percebias melhor.
Felizmente o Tibete não está condenado a ser o Vaticano cá do sítio, onde no passado, quando governado pela ditadura deste Dalai Lama, os mosteiros possuíam a quase totalidade do território, assim como toda a autoridade política, judicial e policial, a escravatura era o dia-a-dia da maioria dos camponeses, o rapto de crianças por ordens religiosas era normal e os castigos corporais como amputar as mãos, furar os olhos ou arrancar a língua eram a forma de administrar a sua justiça. A famosa associação da "não-violência" ao budismo e ao Tibete é completamente absurda e totalmente desfasada da realidade. Lembro-me de repente das declarações do Kenzin Gyatso (vulgo Dalai Lama, também gosta que o tratem por outro nome como o Bento 16) sobre a invasão do Iraque pelos EUA...
Mas se calhar a menina Björk não sabia disto.
- "Os inocentes são os culpados de outros crimes."
- Quais crimes? De paixão? De inconsciência?
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darling, stop confusing me
with your wishful thinking
hopeful enbraces
don't you understand?
Copyright was established in the age of the printing press as an industrial regulation on the business of writing and publishing. Its purpose was to encourage the publication of a diversity of written works. Its means was to require the author's permission to publish recent writings. Ordinary readers received the benefit of increased writing, with little reason to complain: copyright restricted only publication, not the things a reader could do.
Well and good—back then.
Recently we developed a new way of distributing information: computers and networks. They facilitated copying and manipulating information, including software, musical recordings, books, and movies, and offered the possibility of unlimited access to all sorts of data—an information utopia.
One obstacle stood in the way: copyright. Readers and listeners who made use of their new ability to copy and share published information were technically copyright infringers. The same law which had formerly acted as a beneficial industrial regulation on publishers had become a restriction on the public it was meant to serve.
In a democracy, a law that prohibits a popular and useful activity is usually soon relaxed. Not so where corporations have political power. The publishers' lobby was determined to prevent the public from taking advantage of the power of their computers, and found copyright a suitable tool. Under their influence, rather than relaxing copyright rules to suit the new circumstances, governments made it stricter than ever, forbidding the act of sharing.
But that wasn't the worst of it. Computers can be powerful tools of domination when developers control the software that people run. The publishers realized that by publishing works in encrypted format, which only specially authorized software could view, they could gain unprecedented power: they could compel readers to pay, and identify themselves, every time they read a book, listen to a song, or watch a video.
The publishers gained US government support for their dream with the Digital Millennium Copyright Act of 1998. This law gave publishers power to write their own copyright rules, by implementing them in the code of the authorized player software. (This practice is called Digital Restrictions Management, or DRM.) Even reading or listening without authorization is forbidden.
We still have the same old freedoms in using paper books and other analog media. But if e-books replace printed books, those freedoms will not transfer. Imagine: no more used book stores; no more lending a book to your friend; no more borrowing one from the public library—no more “leaks” that might give someone a chance to read without paying. No more purchasing a book anonymously with cash—you can only buy an e-book with a credit card. That is the world the publishers want for us. If you buy the Amazon Kindle (we call it the Swindle) or the Sony Reader (we call it the Shreader for what it threatens to do to books), you pay to establish that world.
Public anger against DRM is slowly growing, held back because propaganda terms such as “protect authors” and “intellectual property” have convinced readers that their rights do not count. These terms implicitly assume that publishers deserve special power in the name of the authors, that we are morally obliged to bow to them, and that we have wronged someone if we read or listen to anything without paying.
The publishers tell us that a cruel War on Copying is the only way to keep art alive. Even if true, it would not justify such cruelty; but it isn't true. Public sharing of copies tends to increase the sales of most works, and decrease sales only for the most successful ten percent.
But bestsellers can still do well. Stephen King got hundreds of thousands of dollars selling an unencrypted e-book with no obstacle to copying and sharing. The singer Issa, a.k.a. Jane Siberry, asks people to choose their own prices when they download songs, and averages more per download than the usual $0.99. Radiohead made millions by inviting fans to copy an album and pay what they wished, while it was also shared through P2P.
Works that are used to do a practical job should be free, permitting even publication of modified versions, but that's a different issue.
When computer networks provide an easy anonymous method for sending someone a small amount of money, without a credit card, it will be easy to set up a much better system to support the arts. When you view a work, there will be a button you can press saying “Click here to send the artist one dollar”. Wouldn't you press it, at least once a week?
To make copyright fit the network age, we should legalize the noncommercial copying and sharing of all published works, and prohibit DRM. But until we win this battle, you must protect yourself: don't buy any products with DRM unless you personally have the means to break the DRM and make copies.
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GNU Project
Estes últimos dias reforçaram o meu prazer de viver em Shanghai.
Na sexta-feira ofereceram-me bilhetes para o Centro de Exposições da Planificação Urbana de Shanghai para assistir às exposições presentes. 5 andares de um espectacular edifício com exposições sobre Shanghai, que descreviam de uma forma muito interessante o seu passado, presente e planeamento para o futuro, através de boas exposições fotográficas, de vários vídeos e hologramas.
Além da informação sobre o Plano Quinquenal para o ordenamento da cidade de Shanghai, com maquetas de grande qualidade quer de toda a cidade quer de pontos específicos, estava também presente uma exposição da cooperação Chinesa e Dinamarquesa para o desenvolvimento da política Chinesa de uma sociedade harmoniosa.
Ontem, para comemorarmos o Dia Nacional da China (e para estarmos todos juntos também), fui com os colegas da Emeneo a Qibao. Uma zona muito típica e bastante antiga.
Na entrada do bairro estava exibida a inscrição: "Se quer ver 10 anos de Shanghai deve ir a Pudong, se quer ver 100 anos de Shanghai deve ir ao Bund, se quer ver 1000 anos de Shanghai deve vir a Qibao".
Além da interessantíssima arquitectura antiga chinesa presente em todas as ruas, são muitas as barraquinhas e tasquinhas de comida chinesa mais ou menos "normal" mas muito saborosa. Uma palavra para o conhecido "tofu fedorento", com um cheiro que tresandava por todo o lado. Provei mas desta vez tive uma sensação diferente, graças a um mail que recebi de manhã (sim, esse mesmo...), estive com uma musica do José Cid na cabeça o dia todo. E hoje senti que o tofu bateu mesmo, para a próxima vou tentar com uma do Paco Bandeira.
Mas felizmente fui capturado por tribos brasileiras, que estavam de férias em Shanghai, e me afastaram do tofu...
Já publiquei fotos dos dois eventos aqui.
Shanghai é uma cidade diferente. Resultado da heterogeneidade cultural com base na cultura chinesa. Nesta semana que começou no 1º de Maio e que irá culminar hoje, a 7 de Maio, Shanghai voltou a transformar-se. E de uma cidade de trabalho, passou a uma cidade de diversão. Perto de minha casa teve lugar uma grande feira do livro, Xintiandi ganhou outra força nesta semana e no Parque Fuxing teve lugar o Jazzy Shanghai, um festival de jazz memorável (aprendi a gostar de jazz e bossa nova há alguns anos e este foi o melhor concerto de jazz que já assisti) provando uma vez mais a diferença cultural entre a China e o ocidente e a forma como a cultura chinesa convive com o que é diferente.
Porque os chineses também acham que os ocidentais são (somos) pessoas "estranhas" mas, ao contrário da cultura ocidental, tentam conviver com os "estranhos" e perceber o que o ocidente tem de positivo a oferecer.
Mas fui com a Yulia assistir ao concerto de encerramento do festival, uma excelente mistura de música electrónica, hip hop e jazz interpretada pelo Bruknahm Project numa sala composta por umas 1000 pessoas na sua maioria chineses. Há mais fotos do concerto aqui.
Foi talvez a última vez que a vi porque apesar dela ainda ficar aqui até ao fim do mês, eu detesto despedidas.
Só eu é que acho isto bizarro?
(aviso que os menos preparados podem sofrer graves traumas depois disto, podem inclusivamente passar o dia a rir...)
No início dos anos 90 perdi um pouco as minhas referências musicais. Os Nirvana e os Queen perderam os seus vocalistas, os Pink Floyd já não lançavam um álbum de originais há 10 anos.
E nesse vazio musical apareceram duas bandas que de certa forma ocuparam o lugar de referência, os Rage Against The Machine e os Radiohead. Foi por aqui também que duas bandas portuguesas ganharam um grande peso para mim, Xutos & Pontapés e Mão Morta.
No primeiro álbum dos Radiohead, Pablo Honey, as influências dos U2 eram evidentes. Mas os trabalhos seguintes (The Bends, Ok Computer, Kid A, Amnesiac e Hail to Thief) continuam a ser alguns dos meus álbuns de música preferidos. Tal como os três álbuns de originais lançados pelos Rage Against The Machine (Rage Against The Machine, Evil Empire e The Battle Of Los Angeles).
Quanto aos Xutos, o álbum mais significativo para mim foi sem dúvida o Dados Viciados enquanto que dos Mão Morta, o Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina O Ar Se Tornou Irrespirável, o Primavera De Destroços, o Carícias Malícias e o Nus foram registos impressionantes.
No final dos anos 90 conheci a música da Bjork, que tenho acompanhado desde então. É a minha artista feminina preferida.
Coldplay, Queens Of The Stone Age, Massive Attack, Pearl Jam, Audioslave, Gotan Project e Marilyn Manson ocupam actualmente os outros momentos musicais.
Hoje ofereceram-me dois bilhetes para ver e ouvir amanhã a Mariza apresentar o seu último trabalho "Transparente" no Teatro Central de Xangai. Um edifício magnífico onde a sala principal comporta mais de 1000 lugares.
E agora vem a parte gira deste post.
Não sei quem hei-de convidar para ir comigo. E por isso peço-vos ajuda, caros leitores do ruilog.
Se acham que devo ir com a Lu Haiwen liguem 707100001
Se acham que devo ir com a Lee Kiki liguem 707100002
Se acham que devo ir com a Alessia (uma italiana que conheci aqui) liguem 707100003
Se acham que devo ir sozinho liguem 707100004
Se acham que devo ir com as três liguem 707100005
Se acham que esta merda é absurda e o Bush um idiota liguem 707100006
república popular da china
extremo oriente
médio oriente
portugal
norte da américa
911research.wtc7.net/index.html
centro e sul da américa