Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

A China não é um país, é um Mundo diferente

Em 2008, numa resposta a uma grande amiga portuguesa, disse-lhe: "... quanto a informação sobre a China, a verdade é que só é idiota quem quer e só é tratado como idiota quem quer. E disso eu vi muito em Portugal, e os que sempre foram ainda estavam mais. Os media fazem as opiniões. E confesso-te que da última vez que estive em Portugal me assustou a forma como a mentira e a confusão eram tão difundidas, subtil ou descaradamente, e tão facilmente assimiladas. E o pior é que poucos se incomodavam com isso.".
Mas não me interpretem mal, o problema não está só em Portugal. Está no império americano e em todos os seus lacaios. Mas a solução está em todo o lado também, em todas as pessoas que achem que o mundo imperial é incrivelmente absurdo, injusto e surreal. Todos os que cruzarem os braços e se resignarem perante a inevitabilidade do império são tão culpados como o próprio império.

Mas... o que estou a fazer? Vim agora a este mundo cibernético para escrever um pouco sobre a nossa incursão pela fascinante e remota China... Deve ser por causa desta Estrela Vermelha aqui ao lado.
Mas continuando, isto dava um filme chinês. Até podia aparecer o Sun Wukong (Monkey King) com aquele risinho estúpido.
Em Novembro, depois de quase 3 semanas em Xizang (ou Tibete) rodeados por cenários tão belos que ficarão nas nossas memórias para sempre (onde batemos alguns recordes engraçados naquelas montanhas, mas duvido que possam ser escritos no Guinness...), no meio de uma monumental bebedeira onde já nem víamos a dobrar, víamos a dobrar do dobrar, a Isabella e eu tivemos a brilhante ideia de fazer uma pequena alteração ao plano inicial de viagem:

I: Não sei se temos tempo mas e se fossemos ver a barragem das Três Gargantas? Fica muito longe daqui?
R: Um bocadinho. Acho que fica em Hubei. Como o nome indica é a província acima da primeira que visitamos, Hunan.
I: Achas que está frio?
R: Acho, mas não mais do que está aqui. É uma excelente ideia, Isa. Vamos fazer isso. :)
I: :)

Nem pensamos duas vezes. A aventura pelo desconhecido e o amor pela imprevisibilidade marcaram a nossa viagem desde o início (ou possivelmente as nossas vidas desde o início). Foi esse, talvez, o nosso maior fascínio e entusiasmo.
E então com esta emenda ao plano, fomos para Wuhan e Yichang (onde estão as Três Gargantas) na província de Hubei.
Mas a caminho de Wuhan o que aconteceu? Uma anomalia inesperada. Perdemos uma carteira com o dinheiro que tínhamos connosco e o meu passaporte. Não era muito grave, desde que começamos esta viagem já resolvemos problemas bem mais complicados.
Mas pronto, o que importava agora era olhar em frente. Para aquelas duas boazonas que se estão ali a despir. AHAHAHAHAH!! Esta piada não é minha, ouvia-a há uns anos num Herman Enciclopédia.
Mais a sério, como era noite, optamos por ir a uma esquadra da polícia reportar o que perdemos. Fazia sentido que precisasse de uma declaração da polícia para conseguir depois um passaporte novo e, principalmente porque, tínhamos assim sítio para passar a noite. Uma das celas, como sugerimos. Mas os polícias disseram-nos que não era preciso (possivelmente com receio que fizéssemos uns filmes XXX e depois os vendêssemos na internet, não sei) e levaram-nos para uma estalagem que acolheu-nos, alimentou-nos e ofereceu-nos tudo o que precisássemos. Onde ficamos uns dias.
Gente tão prestável e simpática exactamente quando precisávamos. Nada daquilo poderia ser pago com meras palavras mas dadas as precárias condições em que viajávamos e em que nos encontrávamos, não havia muito mais a oferecer. Apenas beijos e abraços fraternos.
Este foi sem dúvida um momento distinto desta "caminhada". Ou desistíamos e voltávamos para Shanghai ou continuávamos.
Sem nada a temer.
Nunca desistimos de nada e decidimos continuar, ainda com mais vontade. Tínhamos de completar... o círculo.
Ainda tínhamos o passaporte dela e por acaso tinha uma cópia do meu, se fosse necessário. Depois de Wuhan, Yichang e da magnifica e gigantesca Hidroeléctrica das Três Gargantas, onde fizemos fotografias espantosas e que nos encheu de satisfação quando a vimos pela primeira vez. Principalmente por termos insistido quase cegamente em ir àquele lugar, apesar de todas as contrariedades que nos aconteceram. Sem palavras, percebemos no olhar de ambos, o quão orgulhosos estávamos um do outro. Com um beijo, concordamos que íamos juntos até ao fim.
Fomos depois de comboio até Lanzhou (Gansu), onde vimos uma Dança do Dragão e do Leão (a águia ou galinha já não sabe dançar...), e depois Xining (Qinhai), onde passamos uns dias e recuperamos forças antes de continuarmos na rota da seda em Xinjiang.
Continuamos o nosso caminho e estivemos ontem em Urumqi, e agora dentro do deserto Takelamagan por todos estes lugares mais ou menos desérticos e de belezas únicas. Tão diferentes de toda a China que conhecemos até agora.
Numa conversa concluímos que há realmente algo que encontramos em todos os lugares por onde passamos. O amor, o carinho e a tentativa de nos ajudarem sempre da melhor maneira possível. Devemos muito a todos os que se cruzaram connosco até agora. É tão gratificante estar tão perto da espécie humana. A verdadeira, não o sub-produto nojento com uma obsessão por um estilo de vida surreal transmitido pela teelvisão.
A única vez que tinha estado num deserto foi no Saara há uns anos. Espantosas formas de vida por aqui também, lutas pela sobrevivência. Não há Tuaregues por aqui mas, se não me engano, tuaregue quer dizer em árabe qualquer coisa como "abandonado pelos deuses". Bem... desde que nasci, os deuses foram abandonados por mim. Devo ser um Tuaregue ao contrário. Ou um Tuaregue ateu. Mas também estou na China, os deuses e os pseudo-salvadores meta-físicos ou mitológicos não podem entrar aqui.
No deserto Takelamagan as paisagens de dunas de areia são indescritivelmente lindas e impressionantes. As noites são muito frias e agora os dias também. Já vimos nevar num deserto. É algo que não se vê todos os dias, acho eu. E quando o vento sopra... se não fossem estas roupas e mantas estranhíssimas que nos ofereceram em Tulufan, já tínhamos congelado há muito. Mas estamos finalmente na rota da seda de Xinjiang. Desde o início que este era um dos nossos maiores objectivos. O plano é irmos até ao extremo oeste da China, Kashi.
Seja de comboio ou camioneta ou caravana de camelos ou a pé.
Em Urumqi, uns simpáticos chineses daquela cidade disseram-nos que Kashi ia dos 40 graus no verão a -40 no inverno. Não sei se é verdade, mas ficamos ainda com mais curiosidade em conhecê-la.
Esta está a ser a continuidade perfeita à nossa mágica viagem.
Sem querer comparar graus de frio (até porque foram/são os dois incrivelmente frios), este frio é diferente do que tivemos em Xizang (ou Tibete). Em Xizang, lembro-me de descolar com as unhas o gelo acumulado da cara da Isabella e ela da minha (nunca mais deixo crescer barba...), aqui no deserto tem sido mais o vento também ele ultra-congelado.
Mas há uma semelhança em ambos os lugares, a partir de um certo grau de frio, seja lá ou aqui, deixamos de sentir frio. Ou calor. Ou o que quer que seja, na verdade. De qualquer das maneiras, talvez não tenhamos de amputar extremidades do corpo...
Mais a sério, sem querer comparar as montanhas que verdadeiros alpinistas sobem e as que nós subimos na cordilheira do Himalaia (apesar de também as termos escalado sem oxigénio artificial...) ou as lutas diárias destes chineses do deserto quer contra o frio desmedido quer contra o calor sufocante, admiro ainda mais os que têm coragem de enfrentar aqueles ou estes extremos de temperatura.
A China é maravilhosa e todas as diferenças/riquezas cénicas, culturais, paisagísticas tornam-na incomparável. Por muitos anormais, cretinos e/ou betada que Portugal, ou qualquer outro país do império, mande para aqui para "Contactarem" e encherem os bolsos, desinformarem e manterem a falácia.
As praias de Dalian ou Xiamen ou Hainan, as montanhas de neve em Yunnan e em Xizang (ou Tibete), a cidade do gelo (Harbin) que vamos visitar em Janeiro ou Fevereiro, os cenários mágicos de Hangzhou, Xi'an ou Guilin, este deserto e certamente o de Gobi, a cultura e todas as culturas em todas as cidades chinesas. O melhor do Mundo está aqui, na China. E nós fazemos parte dela.
A China não é um país, é um Mundo diferente. Um Mundo melhor. Muito melhor.
Orgulho-me muito de tudo o que estamos a fazer e da extraordinária companheira que tenho ao meu lado. Isto, sim, é viver.
É sabido que mais cedo ou mais tarde a nossa vida tem de acabar, o que importa é irmos até ao infinito entretanto.
Viver a sério, tudo o resto é morte lenta. O pior da espécie.

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Férias em Dalian

bingyugou

Estive de férias nesta última semana em Dalian, na província de Liaoning. Estive a dois passos (ou mais precisamente do lado chinês do rio) da Coreia do Norte em Dandong. Jantei em Dalian com uma portuguesa de quem gosto muito. Mas é melhor começar pelo início.
Há já muito tempo (mais de um ano...) que não fazia uma viagem de comboio e, como tinha tempo, decidi ir de Shanghai até ao norte da China neste meio de transporte no início da semana anterior e voltei no sábado passado.
Fui no lugar 13, carruagem 13, compartimento 4 e fui no dia 14. Se fosse supersticioso tinham-me acontecido as coisas mais bizarras que se possam imaginar. Mas como sou um comuna do pior e um agente secreto chinês, nem o diabo se mete comigo.
E Dalian correspondeu às minhas expectativas. É de facto uma espantosa cidade da China. Das mais bonitas cidades chinesas que já conheci.
Banhada pelo mar Amarelo (não, a água não é amarela...), é uma excelente cidade balnear na Manchúria perto da Coreia do Norte.
Fui passar um dos dias a Bingyugou, uma zona montanhosa perto de Dalian.
No dia seguinte fui a Dandong e, separado pelo rio Yalu, vi um bocadinho da Coreia do Norte.
Numa breve história da Guerra da Coreia (1950-1953), a Coreia do Norte foi ocupada pelos Estados Unidos e pelos lacaios sul-coreanos mas a China e a União Soviética viraram-se uma para a outra e disseram: "mas o que é esta m$#!*??", e ajudaram os norte-coreanos a mandar os Estados Unidos e os do sul co'as put/$ e libertaram a Coreia do Norte. Mantendo-se independente ainda hoje. Não com muitos amigos, é verdade. A China será o único país com quem a Coreia do Norte tem relações comerciais, mas com amigos assim a República Popular e Democrática da Coreia tem as costas bem protegidas.
E nessa noite fui jantar com uma rapariga espectacular que conheci aqui em Shanghai em 2007 mas que foi trabalhar para o norte da China. Ainda há excelentes portugueses.
Ela e outras pessoas apaixonantes, que me contactaram e me pediram informações ou sugestões sobre a China, são a razão principal para ter mantido este blog aqui na China.
E na sexta-feira fui para a estação de comboios de Dalian e 26 horas depois, e 7 ou 8 províncias e municipalidades depois, voltei à minha Shanghai.
Podem ver algumas fotos aqui.

publicado por r. às 00:11
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Hoje ao pequeno-almoço

Era fácil para mim fazer alguma piada porque os merenguitos enfiaram mais um grande barrete quando pagaram uma fortuna louca pelo Cristiano Reinaldo (um jogador banal que tem a mania que é o maior... além de ter sido deixado na m*rda em meia dúzia de palavras da Paris Hilton...), era ainda mais fácil fazer uma piada com o Glorigozo, que além do Filipe das Orelhas, tem agora um treinador chamado Jesus. Títulos em jornais como "Jesus no inferno" ou "Jesus crucificado" aparecerão certamente antes da quinta jornada. Mas pediram-me para não falar de futebol aqui (em especial dos mouros), e eu cumpro sempre o que prometo, a quem prometo. Mais ou menos.
Portanto, vou escrever outra coisa. Estava eu no café onde tomo o meu pequeno-almoço quando ouço uma discussão entre uma francesa e uma chinesa sobre a liberdade de expressão na China. Eu podia-me ter metido e defendido a chinesa mas, apesar de tudo, aquilo podia sempre descambar numa cat fight de T-shirt molhada com beijos e tal. E por muita razão que a chinesa tivesse, não mexo com a ordem natural das coisas. Há coisas (neste caso dois pares de coisas) que tornavam aquilo interessante tal como estava. Está tanto calor em Shanghai...
Mas a chinesa nem precisou de ajudas externas para apontar o que está bem evidente enquanto a francesa só repetia os argumentos idiotas transmitidos em qualquer teelvisão perto de si. O que tornou tudo muito fácil para a chinesa contrariar e ridicularizar, tal como para alguém que conheça alguma coisa sobre a China.
Mas sempre com uma espantosa graciosidade feminina. Apaixonei-me logo por ela.

publicado por r. às 08:07
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Sábado, 19 de Abril de 2008

Ballet no Grande Teatro de Shanghai


Fui com a Elsa ontem ao Grande Teatro de Shanghai ver o Lago dos Cisnes .
Já tinha visto uma representação deste bailado há uns anos no Coliseu do Porto, tal como ela já tinha visto no Coliseu dos Recreios. Mas fizemos muito bem em assistir novamente.
O espectáculo do Ballet Nacional da Rússia foi simplesmente magnifico. E ainda mais naquele espaço.
Publiquei aqui algumas fotos.
publicado por r. às 04:00
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Olhares na China

zhouzhuang zhouzhuang
dragon dance shanghai
zhouzhuang zhouzhuang
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Um sábado em Shanghai

Há dias soube que a nova empresa de Arquitectura para a qual a Ada me disse que ia trabalhar é na verdade uma que partilha o mesmo escritório da empresa da Elsa.

E então combinamos um jantar ontem num restaurante que a Ada conhecia (ela escolhe sempre os melhores) para a Elsa e a Ada se conhecerem melhor e já acertamos para mais tarde idas a outros lugares em Shanghai e a Sheshan.

Mas antes do jantar fui com a Elsa ao mercado Fenxiang procurar algumas coisas que precisavamos e outras nem por isso mas que acabamos por trazer. Lembro-me das 3 canetas Montblanc a 60 kuais ou dos SD cards de 8 GB por 15 kuais mas acabamos por trazer dois USB disks da Sony de 120 GB por 50 kuais (5 euros) cada um.

publicado por r. às 03:24
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Acerca da minha viagem

É certo que aqui não disse a verdade sobre os EUA, o dalai-lama ou a Coreia do Norte mas este post fez o seu furor, obrigado a todos pelos mails. Não sabia que esta minha ida a Portugal levantava tantas paixões. :D
Um dos mails que me ficou na memória foi um em que a Yulia, acerca da viagem de Trans-siberiano, me perguntou: "Mas o que os teus pais acham disso?". Isto porque segundo ela, os pais e amigos dela se iam passar se ela lhes dissesse que ia fazer aquela viagem sozinha. Mesmo sendo russa...
Ora bem, como é natural respondi-lhe qualquer coisa como "quem tem medo compra um cão". Mas desde que estou na China, cão para mim só se for num excelente ensopado que comi em tempos em Ningbo.
De qualquer das maneiras, descansei-a e disse-lhe a verdade. Não tenho a certeza que consiga fazer a viagem por causa do (pouco) tempo que tenho. Mas na verdade, se tiver alguma hipótese nem hesito.

De resto, abriram ontem as urnas desta Assembleia de Voto para uma importante votação!
Contribuam com o vosso dever cívico!
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NOTA: não tem carácter vinculativo MAS NO FINAL HÁ UMA ENTREGA DE NÃO-SEI-QUÊ A NÃO-SEI-QUEM!!!!!!!

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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Lago dos Cisnes em Shanghai



Um dia destes, vou com a Elsa, ao Grande Teatro de Shanghai assistir a uma interpretação de ballet clássico russo do Lago dos Cisnes pelo Teatro de Ballet Russo.
Uma combinação de coreografia moderna e clássica da história da vida do príncipe Siegfried que luta para libertar a rainha cisne, Odette, das garras do malvado feiticeiro Von Rothbart.
publicado por r. às 02:12
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Mensagem de natal 2007

A rotina e os "bons costumes" fazem-me comichão. O meu desprezo pelos significados religiosos e comerciais do natal faz com que esta noite tenha para mim o único significado de a passar com pessoas importantes para mim.
É uma noite que antes de vir para a China passava na companhia de familiares próximos e alguns amigos, e que este ano todos se condensam na Elsa. E é justo que assim seja. Será certamente uma noite muito bem passada.
É sabido que a época natalícia foi criada pela igreja católica na Idade Média (a famosa...) para substituir as celebrações pagãs do deus Mitra no seio do Império Romano (mas espera lá, o Cristo era judeu e foi morto pelos romanos e a Igreja Católica Apostólica Romana idolatra esse mesmo Cristo e é uma entidade historicamente anti-semita... alguma coisa não bate certo aqui...).
Mas eu sou ateu e estou numa terra de ateus e portanto esta noite terá o mesmo significado que sempre teve para mim.
Irei passá-la com uma pessoa muito importante para mim mas também com o pensamento em muita gente do lado de lá do mundo.

publicado por r. às 02:05
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Assaltada em Shanghai

Pode ser que este post ajude alguém nesta situação. Não só na China mas em qualquer parte mais ou menos recôndita deste mundo.
Na semana passada a meio de um jantar a Elsa disse-me:

Elsa - Roubaram-me a mala!!
Rui - Tem calma. Tens a certeza?
Elsa - Sim Rui! Estava nesta cadeira com o meu casaco!

Algumas pessoas que estavam atrás de nós aperceberam-se que algo se passava, e apesar de naquele grupo de 4 haver um não-chinês todos falavam bem inglês e chinês. Dissemos aos empregados do restaurante o que se passou e eles chamaram imediatamente a polícia.
A polícia chegou poucos minutos depois, 2 agentes. E com a ajuda do Tarak, um árabe de Al-Jumhuriyah al-Yamaniyah também conhecido por Yemen e a namorada Chinesa dele, conseguimos descrever aos polícias o que se passou, que começaram imediatamente a consultar os empregados do restaurante e os clientes à volta se se tinham apercebido de algo. Depois disto pediram que nos dirigíssemos à esquadra mais próxima, na Xinzha lu.
O Tarak e a namorada ofereceram-se logo para nos ajudar e foram à polícia connosco.
Durante a descrição à policia do que a Elsa se lembrava de ter na carteira chegamos à conclusão que além do passaporte, permissão de trabalho na China, todos os cartões de crédito e débito, BI e carta de condução portugueses, dinheiro, cadernos, máquina fotográfica, telemóvel, leitor mp3, ..., (as coisas que cabem numa carteira de mulher...) estavam também as chaves de nossa casa e a permissão de residência na China. Que quando o polícia soube disto pediu-me que fosse imediatamente a casa.
O Tarak veio comigo e fomos ver se estava tudo em ordem. Pelo caminho fomos conversando sobre isto e ele disse-me que apesar de que certamente não irão encontrar nada pelo menos a declaração que vão passar será importante para pedir novos documentos. Ele vive em Shanghai há cerca de 8 meses mas já vive na China há 8 anos, antes vivia em Guangzhou. Que segundo ele, e eu também me apercebi quando lá fui, é uma cidade com mais assaltos deste género do que Shanghai.
Falou-me também de uma situação curiosa. Se por acaso os assaltantes fossem descobertos eram espancados de tal maneira na esquadra da polícia que nunca mais roubariam nada na vida, mas muito pior era se fossem budistas. Porque antes de irem para a polícia, eram violentamente espancados pelos outros monges budistas e depois enviados para a polícia chinesa que os ia tornar a espancar.
Mas a casa estava segura e voltamos. Entretanto o polícia passou o documento à Elsa referindo claramente o que ela tinha perdido no roubo para poder formular novos pedidos de emissão de passaporte e outros documentos legais.
No nosso prédio, o pessoal surpreendeu-nos mais uma vez pela positiva e apesar dos problemas de comunicação, tentaram prontamente ajudar-nos, e no próprio dia mudaram a fechadura da nossa casa, bem como os amigos do Consulado de Portugal em Shanghai, que mais uma vez foram impecáveis e ajudaram-nos no que precisamos.
Relativamente ao banco tudo foi resolvido nos dias seguintes, muito graças à carta da polícia.
Uma nota para o bilhete de identidade português, se este for extraviado é necessário que o relatório passado pela polícia diga explicitamente que este também foi roubado. O Consulado pediu-nos expressamente isso.
No meio disto tudo ganhamos dois novos amigos. Vamos jantar com eles um dia destes.
publicado por r. às 02:11
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Domingo, 21 de Outubro de 2007

A passear com a Elsa

Hoje fui com a Elsa a um sitio que não conhecia em Shanghai, no norte da cidade, a rua Duolun.
Este foi um local que se tornou bastante popular na década de 30 do século passado mas que foi totalmente restaurada pelo Governo de Shanghai há pouco tempo.
E o resultado foi um excelente trabalho. Ruas cuidadosamente limpas, rodeadas por edifícios da altura bem conservados, museus de arte moderna bastante interessantes, cafés e restaurantes para, ao sabor de um chá ou café, se apreciar aquele local.
Mais um sitio único neste emaranhado de diferenças que é Shanghai.
Um grande dia e Shanghai continua a surpreender-me.
publicado por r. às 16:23
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Domingo, 9 de Setembro de 2007

Noite no JZ Club


Ontem passei uma grande noite na companhia da Elsa e da Elise no JZ Club ao som do melhor jazz ao vivo.
Acompanhados por duas garrafas de vinho tinto italiano 'Ripasso' assistimos novamente a uma grande actuação da banda residente JZ Big Band.
Publiquei fotos aqui.
publicado por r. às 11:44
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Teatro na adidas

Poucos dias depois de chegar aqui, a Elsa definiu claramente as faltas no meu guarda-roupa. Umas calças ou calções e umas sapatilhas.
Depois de noutro fim de semana termos encontrado uns calções bastante engraçados, uns dias antes de ir a Macau, encontramo-nos no Parque Fuxing e mostrou-me umas sapatilhas que gostou e comprou. Eram de facto bastante engraçadas.
Mas quando tentei calçá-las nem metade do meu pé entrava e tivemos a reacção que qualquer pessoa teria em qualquer lado do Mundo. Dirigimo-nos à loja para as trocar por um número maior. E lá fomos nós àquela adidas na Huaihai lu. Encontramos um empregado, mostramos-lhe o talão, as sapatilhas e dissemos-lhe que precisavamos de um número maior que aquele. Ele andou lá de um lado para o outro até que nos disse que não tinha, que se quisessemos podiamos trocar por outras sapatilhas ou outro material da loja porque por regras da loja não podiam devolver o dinheiro.
E confesso que aqui comecei a ficar chateado. E fui sentar-me nuns bancos da loja com cara de poucos amigos. A Elsa ficou a tentar conversar com eles mas o pouco inglês dos empregados da loja fez com que um outro cliente Chinês que falava bem inglês tentasse ajudar na comunicação. Entretanto a Elsa também ia fazendo um número merecedor no mínimo de um Oscar de Melhor Actriz Feminina.

Chinês interprete - These are for you?
Elsa - No, they're for my boyfriend.
Chinês interprete - (a olhar para mim) He's really mad!
Elsa - (com ar muito preocupado) He's gonna kill me...

Entretanto o Chinês interprete foi informando o pessoal da loja da "gravidade" da situação e passado um pouco já todos os empregados estavam com pena da carinha desconsolada da Elsa (com ar de quem ia levar porrada em casa) e preocupados com ela pelo meu ar bastante chateado.
Acabaram por quebrar as regras internas e devolveram-lhe o dinheiro... Vamos procurar outras sapatilhas noutro lado qualquer.

publicado por r. às 02:59
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

O Mundo é tão pequeno

Um dia destes a Elsa falava-me da água da torneira aqui na China. Se era boa para consumir e que eu não me importava de beber mas ela não gostava.
A certa altura, a meio da conversa quando falávamos das diferenças bioquímicas que as águas em Portugal e na China têm e do nosso corpo estar habituado a um tipo de água, mais alcalino ou mais ácido, lembrei-me de uma história que se passou com o meu Pai e um amigo quando se lembraram de beber, na brincadeira, água medicinal das termas de uma terra chamada Caldelas (que fica para os lados de Amares, Braga).
Mais tarde ao jantar conhecemos uma luso-francesa que me tinha contactado, a Elise. Que disse que tinha vivido sempre em Paris, e depois de saber que eu sou natural do Porto e a Elsa de Lisboa, disse-nos que os Pais dela eram naturais de uma vila perto de Braga. E eu conheço algumas e tentei a minha sorte, "Perto de Braga conheço Amares ou Terras de Bouro" e ela disse "Pronto, ok, não procures mais, é mesmo por aí. São naturais de uma aldeia ou vila chamada Caldelas." E foi a gargalhada geral.
Num espaço de poucas horas, Caldelas (uma terra no meio dum monte que tem à vontade 3 pessoas) foi tema de conversa por duas vezes entre uma Lisboeta, uma Parisiense e um Portuense em Shanghai.
De resto, apesar de não termos falado de politica mal viu a minha estrela vermelha no braço disse que foi à Festa do Avante! no ano passado.
E é uma boa altura para falar disto porque não há festa como esta. A vida são 2 dias, a Festa do Avante! 3. As EP's já estão à venda por 18 euros.
publicado por r. às 02:57
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Um grande fim de semana

Este fim de semana foi fantástico. Muito melhor do que esperava, que já não era pouco.
O sábado começou cedo para estar às 8h da manha no aeroporto de Pudong para receber a Elsa. Na verdade ela viu-me antes de eu a ver a ela mas depois do prometido abraço fomos descarregar as coisas em casa. Ela só trouxe uma mala (que parecia mais um contentor... :D).
Almoçamos umas sandes e tal, e depois planeamos dar uma voltinha de tarde, mas o jet leg fez das dele e como tal nem nos podíamos sentar sobre o risco de ela adormecer.
Mas ainda deu para vermos o Fuxing Park, a Nanjing Donglu e irmos a pé até ao Waitan. Apesar das limitações físicas ainda vimos bastante.
No domingo, combinamos almoçar com uma amiga portuguesa muito simpática que tinha conhecido poucos dias antes, a Brígida. Depois de almoçarmos num restaurante que gosto bastante (e elas também gostaram) na Taikang lu, fomos os 3 dar uma volta que começou no Plaza 66 na Nanjing xilu. Depois disso fomos ao Waitan e ao Yuyuan Garden.
Depois de jantarmos no Grandma's Kitchen, depois de muitas conversas, muitas histórias e muitas gargalhadas regressamos a casa.
Foi um fim de semana muito agradável com pessoas extremamente interessantes.
Publiquei algumas fotos aqui (porque apesar da sugestão do Dale do add-on do firefox para o flickr eu vou continuar no ipernity).
publicado por r. às 03:45
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Longínqua Honghe

Pouco depois de chegar a Shanghai conheci uma grande amiga chinesa, a Sui, muito simpática e muito divertida.
Ela estava no ultimo ano da Universidade e estudava design e um dia chegou à minha beira e disse-me que se inscreveu num programa do Governo chinês para o desenvolvimento das cidades mais carenciadas da China, onde as cidades mais desenvolvidas da China como Shanghai ou Beijing ou outras ajudam no desenvolvimento de locais mais carenciados com recursos humanos e financeiros. Estava muito entusiasmada apesar de não saber se podia ou onde podia ser colocada. Se norte, sul ou centro da China.
Ontem encontramo-nos e ela disse-me que o Governo a tinha escolhido. Vai para Honghe, no sul da China perto da fronteira com o Vietname.
Vai ser certamente uma experiência inesquecível.
Também gostava de fazer uma coisa destas mas já percebi que tenho dificuldades em ficar afastado de um computador muito tempo.
publicado por r. às 04:37
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

OH EEEEEEEEEEEEEEEEELSA!!!!

Para mim este é o objectivo principal do ruinix.net. É engraçado e tal dar noticias minhas, afinal de contas há muitos amigos que não vejo e não me vêm há quase um ano.
Mas além de algumas experiências minhas aqui na China, algumas opiniões políticas em geral, tecnologia, trabalho ou algum post completamente sem sentido que me apeteceu escrever naquele momento, dá-me um grande gozo quando alguém me contacta porque pretende vir para a China.
Já aconteceu algumas vezes, em que ajudei da melhor maneira que pude. Gente que pretendeu vir para aqui viver, gente que veio cá em trabalho ou simplesmente em turismo.
Daqui a uns dias vou receber uma amiga. A Elsa. Vem directamente da Pontinha, mesmo mesmo da pontinha da Pontinha e que acabou por cair em Shanghai. Vem trabalhar para aqui em Arquitectura. E estou muito contente por tê-la ajudado em tudo o que pude e espero que goste desta cidade tanto quanto eu. E estamos a poucos dias de nos encontrarmos no aeroporto de Pudong. Vamos passar grandes momentos aqui.
Estou tão entusiasmado com a chegada dela como quando vim para cá.

publicado por r. às 03:00
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Domingo, 24 de Junho de 2007

Uma grande amiga

A Yulia voltou ontem para Moscovo. Já me ligou, o que quer dizer que aquele avião da Aeroflot chegou ao destino.
E como diz o pacto provavelmente nunca mais nos vamos ver, mesmo que vá viver para a Rússia daqui a algum tempo. Porque, de facto, como diria o Capitão Jack Sparrow: "Once is quite enough...", quem fomos aqui não o seremos em mais lado nenhum. Mesmo que nos encontrássemos longe daqui, não estaríamos a falar com a mesma pessoa.
Conheceste-me na altura mais estranha da minha vida e conseguiste que eu não desse em louco. Bem... mais ou menos. ;)
Podemos nunca mais nos voltar a ver mas nunca mais nos vamos esquecer.
Eu não falo russo... ainda... mas obrigado.
publicado por r. às 03:31
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Próxima paragem... Rússia?


Ontem foi um dia produtivo. Tal como eu gosto. Profissional e pessoalmente.
Conheci duas amigas, uma alemã e uma russa.
A alemã é uma estagiária que trabalhará comigo e que tentará comercializar os projectos que desenvolvi nos últimos tempos. É gira, acho que vai correr tudo bem.
A Alyona, a russa, conheci no Mural Bar. E como tenho feito com todas as originárias da terra dos Gulags, disse-lhe que pretendia viver um dia mais tarde na Rússia. E perguntei-lhe para além de Moscovo e São Petersburgo (ou Leninegrado como preferirem), que outras cidades ela me aconselhava para viver e trabalhar.
Ela disse-me que sobre Moscovo (donde ela é natural) não há muito mais a dizer que ainda não se tenha dito. É uma grande cidade, a capital política, cosmopolita, lindíssima e sobre a violência referiu-me que não é tão catastrófica como por vezes se diz mas que de facto é muito diferente de Shanghai neste aspecto. São Petersburgo é o centro cultural da Rússia. Uma cidade muito bonita. Uma boa cidade para viver.
Mas há outras cidades maiores ou mais pequenas bastante interessantes espalhadas pela Rússia. No sul Novosibirsk, Rostok e Volgograd são boas cidades para viver. E a 150km para leste de Moscovo referiu-me a cidade preferida dela, Yaroslavl. Muito ao estilo moscovita mas mais pequena, menos cosmopolita. Pelas fotos que encontrei parece realmente bonita.
Não vou sair da China já e não gosto de fazer planos, mas gosto de estar preparado. É o que estou a fazer.
publicado por r. às 03:40
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

2 minutos

A minha credibilidade temporal bateu no fundo. Já ninguém acredita nas minhas estimativas horárias. A Dora diz que me percebe só tem é de multiplicar por 4 o tempo que eu indico, a Ada diz que os meus 2 minutos significam pelo menos 20 e ontem ao jantar a Yulia disse-me uma coisa engraçada: "Vou regressar a Moscovo daqui a uns dias. Quem é que me vai dizer agora que fica já ali, são só mais 2 minutos. E no final, apesar de termos andado mais de meia hora, ainda estou mais contente que no início. Mentes tão bem."
Antes de mais, que fique claro que eu nunca minto. Mas sei que o tempo é relativo e como tal por vezes admito não ser completamente preciso. Porque dada a grande quantidade de variáveis que teria de ter em conta para poder indicar em fracções de segundo o tempo de chegada correcto faço antes uma estimativa aproximada dos factores em equação.
É este o meu método. Sou um incompreendido.
publicado por r. às 04:47
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Os soutiens

Sei que este post era esperado por muitos há muito tempo e hoje pareceu-me o dia indicado para o publicar. Afinal de contas só tinha para dizer "bem, hoje faço 25 anos".
Mas vamos ao que importa, quem é que naquele momento não teve já problemas para abrir o soutien sem a ajuda dela?
Pois bem, conheces os Women's secret? Intimissimi? Esquece.
E com a autoridade do meu título de Consultor Sénior posso revelar aqui que não há nada como os soutiens chineses. Há outros bastante bons por este Mundo fora, é verdade, mas estes são realmente qualquer coisa pela facilidade de abrir sem se tornarem num elemento de distracção. Mas alguns dirão "ah ok, mas as chinesas não têm mamas" e eu admito que sim. É complicado encontrar uma chinesa com uma copa B mas com alguma experiência é possível. E de resto há sempre os exemplos de portuguesas, russas, americanas, brasileiras e afins que compraram lingerie por aqui.
O segredo está no fecho nas costas delas.

 

publicado por r. às 02:38
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dalai-lama...





ACTUALMENTE

hoje: 1/10/2009
gps: Shanghai, China
pensamento(s): ocupemos a trincheira que a jornada é guerreira;
- eu apoio o PCP;
- 60 anos da República Popular da China. Tal como Mao Zedong, que esta experiência revolucionária comunista viva 10000 anos;
- o ruinix reconhece a Abkhazia e a Ossétia do Sul como países independentes;
- feliz pelos 60 anos da libertação do resto do povo chinês e pelos 50 da libertação do povo tibetano;
- information age of hysteria,
it's calling out to idiot America;
(n.a.: e não só a América...)
- para quando a verdade sobre o 11 de Setembro de 2001? Ou é apenas um fetiche americano com os 11 de Setembro?;
estou: a desenvolver um site/base de dados de milhares de hospitais do mundo e muitas outras coisas;
- com o chinese pod nos ouvidos;
- contente pela China, sempre vermelha;
a ler: - feeds de blogs;
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