Em 2008, numa resposta a uma grande amiga portuguesa, disse-lhe: "... quanto a informação sobre a China, a verdade é que só é idiota quem quer e só é tratado como idiota quem quer. E disso eu vi muito em Portugal, e os que sempre foram ainda estavam mais. Os media fazem as opiniões. E confesso-te que da última vez que estive em Portugal me assustou a forma como a mentira e a confusão eram tão difundidas, subtil ou descaradamente, e tão facilmente assimiladas. E o pior é que poucos se incomodavam com isso.".
Mas não me interpretem mal, o problema não está só em Portugal. Está no império americano e em todos os seus lacaios. Mas a solução está em todo o lado também, em todas as pessoas que achem que o mundo imperial é incrivelmente absurdo, injusto e surreal. Todos os que cruzarem os braços e se resignarem perante a inevitabilidade do império são tão culpados como o próprio império.
Mas... o que estou a fazer? Vim agora a este mundo cibernético para escrever um pouco sobre a nossa incursão pela fascinante e remota China... Deve ser por causa desta Estrela Vermelha aqui ao lado.
Mas continuando, isto dava um filme chinês. Até podia aparecer o Sun Wukong (Monkey King) com aquele risinho estúpido.
Em Novembro, depois de quase 3 semanas em Xizang (ou Tibete) rodeados por cenários tão belos que ficarão nas nossas memórias para sempre (onde batemos alguns recordes engraçados naquelas montanhas, mas duvido que possam ser escritos no Guinness...), no meio de uma monumental bebedeira onde já nem víamos a dobrar, víamos a dobrar do dobrar, a Isabella e eu tivemos a brilhante ideia de fazer uma pequena alteração ao plano inicial de viagem:
I: Não sei se temos tempo mas e se fossemos ver a barragem das Três Gargantas? Fica muito longe daqui?
R: Um bocadinho. Acho que fica em Hubei. Como o nome indica é a província acima da primeira que visitamos, Hunan.
I: Achas que está frio?
R: Acho, mas não mais do que está aqui. É uma excelente ideia, Isa. Vamos fazer isso. :)
I: :)
Nem pensamos duas vezes. A aventura pelo desconhecido e o amor pela imprevisibilidade marcaram a nossa viagem desde o início (ou possivelmente as nossas vidas desde o início). Foi esse, talvez, o nosso maior fascínio e entusiasmo.
E então com esta emenda ao plano, fomos para Wuhan e Yichang (onde estão as Três Gargantas) na província de Hubei.
Mas a caminho de Wuhan o que aconteceu? Uma anomalia inesperada. Perdemos uma carteira com o dinheiro que tínhamos connosco e o meu passaporte. Não era muito grave, desde que começamos esta viagem já resolvemos problemas bem mais complicados.
Mas pronto, o que importava agora era olhar em frente. Para aquelas duas boazonas que se estão ali a despir. AHAHAHAHAH!! Esta piada não é minha, ouvia-a há uns anos num Herman Enciclopédia.
Mais a sério, como era noite, optamos por ir a uma esquadra da polícia reportar o que perdemos. Fazia sentido que precisasse de uma declaração da polícia para conseguir depois um passaporte novo e, principalmente porque, tínhamos assim sítio para passar a noite. Uma das celas, como sugerimos. Mas os polícias disseram-nos que não era preciso (possivelmente com receio que fizéssemos uns filmes XXX e depois os vendêssemos na internet, não sei) e levaram-nos para uma estalagem que acolheu-nos, alimentou-nos e ofereceu-nos tudo o que precisássemos. Onde ficamos uns dias.
Gente tão prestável e simpática exactamente quando precisávamos. Nada daquilo poderia ser pago com meras palavras mas dadas as precárias condições em que viajávamos e em que nos encontrávamos, não havia muito mais a oferecer. Apenas beijos e abraços fraternos.
Este foi sem dúvida um momento distinto desta "caminhada". Ou desistíamos e voltávamos para Shanghai ou continuávamos.
Sem nada a temer.
Nunca desistimos de nada e decidimos continuar, ainda com mais vontade. Tínhamos de completar... o círculo.
Ainda tínhamos o passaporte dela e por acaso tinha uma cópia do meu, se fosse necessário. Depois de Wuhan, Yichang e da magnifica e gigantesca Hidroeléctrica das Três Gargantas, onde fizemos fotografias espantosas e que nos encheu de satisfação quando a vimos pela primeira vez. Principalmente por termos insistido quase cegamente em ir àquele lugar, apesar de todas as contrariedades que nos aconteceram. Sem palavras, percebemos no olhar de ambos, o quão orgulhosos estávamos um do outro. Com um beijo, concordamos que íamos juntos até ao fim.
Fomos depois de comboio até Lanzhou (Gansu), onde vimos uma Dança do Dragão e do Leão (a águia ou galinha já não sabe dançar...), e depois Xining (Qinhai), onde passamos uns dias e recuperamos forças antes de continuarmos na rota da seda em Xinjiang.
Continuamos o nosso caminho e estivemos ontem em Urumqi, e agora dentro do deserto Takelamagan por todos estes lugares mais ou menos desérticos e de belezas únicas. Tão diferentes de toda a China que conhecemos até agora.
Numa conversa concluímos que há realmente algo que encontramos em todos os lugares por onde passamos. O amor, o carinho e a tentativa de nos ajudarem sempre da melhor maneira possível. Devemos muito a todos os que se cruzaram connosco até agora. É tão gratificante estar tão perto da espécie humana. A verdadeira, não o sub-produto nojento com uma obsessão por um estilo de vida surreal transmitido pela teelvisão.
A única vez que tinha estado num deserto foi no Saara há uns anos. Espantosas formas de vida por aqui também, lutas pela sobrevivência. Não há Tuaregues por aqui mas, se não me engano, tuaregue quer dizer em árabe qualquer coisa como "abandonado pelos deuses". Bem... desde que nasci, os deuses foram abandonados por mim. Devo ser um Tuaregue ao contrário. Ou um Tuaregue ateu. Mas também estou na China, os deuses e os pseudo-salvadores meta-físicos ou mitológicos não podem entrar aqui.
No deserto Takelamagan as paisagens de dunas de areia são indescritivelmente lindas e impressionantes. As noites são muito frias e agora os dias também. Já vimos nevar num deserto. É algo que não se vê todos os dias, acho eu. E quando o vento sopra... se não fossem estas roupas e mantas estranhíssimas que nos ofereceram em Tulufan, já tínhamos congelado há muito. Mas estamos finalmente na rota da seda de Xinjiang. Desde o início que este era um dos nossos maiores objectivos. O plano é irmos até ao extremo oeste da China, Kashi.
Seja de comboio ou camioneta ou caravana de camelos ou a pé.
Em Urumqi, uns simpáticos chineses daquela cidade disseram-nos que Kashi ia dos 40 graus no verão a -40 no inverno. Não sei se é verdade, mas ficamos ainda com mais curiosidade em conhecê-la.
Esta está a ser a continuidade perfeita à nossa mágica viagem.
Sem querer comparar graus de frio (até porque foram/são os dois incrivelmente frios), este frio é diferente do que tivemos em Xizang (ou Tibete). Em Xizang, lembro-me de descolar com as unhas o gelo acumulado da cara da Isabella e ela da minha (nunca mais deixo crescer barba...), aqui no deserto tem sido mais o vento também ele ultra-congelado.
Mas há uma semelhança em ambos os lugares, a partir de um certo grau de frio, seja lá ou aqui, deixamos de sentir frio. Ou calor. Ou o que quer que seja, na verdade. De qualquer das maneiras, talvez não tenhamos de amputar extremidades do corpo...
Mais a sério, sem querer comparar as montanhas que verdadeiros alpinistas sobem e as que nós subimos na cordilheira do Himalaia (apesar de também as termos escalado sem oxigénio artificial...) ou as lutas diárias destes chineses do deserto quer contra o frio desmedido quer contra o calor sufocante, admiro ainda mais os que têm coragem de enfrentar aqueles ou estes extremos de temperatura.
A China é maravilhosa e todas as diferenças/riquezas cénicas, culturais, paisagísticas tornam-na incomparável. Por muitos anormais, cretinos e/ou betada que Portugal, ou qualquer outro país do império, mande para aqui para "Contactarem" e encherem os bolsos, desinformarem e manterem a falácia.
As praias de Dalian ou Xiamen ou Hainan, as montanhas de neve em Yunnan e em Xizang (ou Tibete), a cidade do gelo (Harbin) que vamos visitar em Janeiro ou Fevereiro, os cenários mágicos de Hangzhou, Xi'an ou Guilin, este deserto e certamente o de Gobi, a cultura e todas as culturas em todas as cidades chinesas. O melhor do Mundo está aqui, na China. E nós fazemos parte dela.
A China não é um país, é um Mundo diferente. Um Mundo melhor. Muito melhor.
Orgulho-me muito de tudo o que estamos a fazer e da extraordinária companheira que tenho ao meu lado. Isto, sim, é viver.
É sabido que mais cedo ou mais tarde a nossa vida tem de acabar, o que importa é irmos até ao infinito entretanto.
Viver a sério, tudo o resto é morte lenta. O pior da espécie.
Estive de férias nesta última semana em Dalian, na província de Liaoning. Estive a dois passos (ou mais precisamente do lado chinês do rio) da Coreia do Norte em Dandong. Jantei em Dalian com uma portuguesa de quem gosto muito. Mas é melhor começar pelo início.
Há já muito tempo (mais de um ano...) que não fazia uma viagem de comboio e, como tinha tempo, decidi ir de Shanghai até ao norte da China neste meio de transporte no início da semana anterior e voltei no sábado passado.
Fui no lugar 13, carruagem 13, compartimento 4 e fui no dia 14. Se fosse supersticioso tinham-me acontecido as coisas mais bizarras que se possam imaginar. Mas como sou um comuna do pior e um agente secreto chinês, nem o diabo se mete comigo.
E Dalian correspondeu às minhas expectativas. É de facto uma espantosa cidade da China. Das mais bonitas cidades chinesas que já conheci.
Banhada pelo mar Amarelo (não, a água não é amarela...), é uma excelente cidade balnear na Manchúria perto da Coreia do Norte.
Fui passar um dos dias a Bingyugou, uma zona montanhosa perto de Dalian.
No dia seguinte fui a Dandong e, separado pelo rio Yalu, vi um bocadinho da Coreia do Norte.
Numa breve história da Guerra da Coreia (1950-1953), a Coreia do Norte foi ocupada pelos Estados Unidos e pelos lacaios sul-coreanos mas a China e a União Soviética viraram-se uma para a outra e disseram: "mas o que é esta m$#!*??", e ajudaram os norte-coreanos a mandar os Estados Unidos e os do sul co'as put/$ e libertaram a Coreia do Norte. Mantendo-se independente ainda hoje. Não com muitos amigos, é verdade. A China será o único país com quem a Coreia do Norte tem relações comerciais, mas com amigos assim a República Popular e Democrática da Coreia tem as costas bem protegidas.
E nessa noite fui jantar com uma rapariga espectacular que conheci aqui em Shanghai em 2007 mas que foi trabalhar para o norte da China. Ainda há excelentes portugueses.
Ela e outras pessoas apaixonantes, que me contactaram e me pediram informações ou sugestões sobre a China, são a razão principal para ter mantido este blog aqui na China.
E na sexta-feira fui para a estação de comboios de Dalian e 26 horas depois, e 7 ou 8 províncias e municipalidades depois, voltei à minha Shanghai.
Podem ver algumas fotos aqui.
Era fácil para mim fazer alguma piada porque os merenguitos enfiaram mais um grande barrete quando pagaram uma fortuna louca pelo Cristiano Reinaldo (um jogador banal que tem a mania que é o maior... além de ter sido deixado na m*rda em meia dúzia de palavras da Paris Hilton...), era ainda mais fácil fazer uma piada com o Glorigozo, que além do Filipe das Orelhas, tem agora um treinador chamado Jesus. Títulos em jornais como "Jesus no inferno" ou "Jesus crucificado" aparecerão certamente antes da quinta jornada. Mas pediram-me para não falar de futebol aqui (em especial dos mouros), e eu cumpro sempre o que prometo, a quem prometo. Mais ou menos.
Portanto, vou escrever outra coisa. Estava eu no café onde tomo o meu pequeno-almoço quando ouço uma discussão entre uma francesa e uma chinesa sobre a liberdade de expressão na China. Eu podia-me ter metido e defendido a chinesa mas, apesar de tudo, aquilo podia sempre descambar numa cat fight de T-shirt molhada com beijos e tal. E por muita razão que a chinesa tivesse, não mexo com a ordem natural das coisas. Há coisas (neste caso dois pares de coisas) que tornavam aquilo interessante tal como estava. Está tanto calor em Shanghai...
Mas a chinesa nem precisou de ajudas externas para apontar o que está bem evidente enquanto a francesa só repetia os argumentos idiotas transmitidos em qualquer teelvisão perto de si. O que tornou tudo muito fácil para a chinesa contrariar e ridicularizar, tal como para alguém que conheça alguma coisa sobre a China.
Mas sempre com uma espantosa graciosidade feminina. Apaixonei-me logo por ela.
Há dias soube que a nova empresa de Arquitectura para a qual a Ada me disse que ia trabalhar é na verdade uma que partilha o mesmo escritório da empresa da Elsa.
E então combinamos um jantar ontem num restaurante que a Ada conhecia (ela escolhe sempre os melhores) para a Elsa e a Ada se conhecerem melhor e já acertamos para mais tarde idas a outros lugares em Shanghai e a Sheshan.
Mas antes do jantar fui com a Elsa ao mercado Fenxiang procurar algumas coisas que precisavamos e outras nem por isso mas que acabamos por trazer. Lembro-me das 3 canetas Montblanc a 60 kuais ou dos SD cards de 8 GB por 15 kuais mas acabamos por trazer dois USB disks da Sony de 120 GB por 50 kuais (5 euros) cada um.
É certo que aqui não disse a verdade sobre os EUA, o dalai-lama ou a Coreia do Norte mas este post fez o seu furor, obrigado a todos pelos mails. Não sabia que esta minha ida a Portugal levantava tantas paixões. :D
Um dos mails que me ficou na memória foi um em que a Yulia, acerca da viagem de Trans-siberiano, me perguntou: "Mas o que os teus pais acham disso?". Isto porque segundo ela, os pais e amigos dela se iam passar se ela lhes dissesse que ia fazer aquela viagem sozinha. Mesmo sendo russa...
Ora bem, como é natural respondi-lhe qualquer coisa como "quem tem medo compra um cão". Mas desde que estou na China, cão para mim só se for num excelente ensopado que comi em tempos em Ningbo.
De qualquer das maneiras, descansei-a e disse-lhe a verdade. Não tenho a certeza que consiga fazer a viagem por causa do (pouco) tempo que tenho. Mas na verdade, se tiver alguma hipótese nem hesito.
De resto, abriram ontem as urnas desta Assembleia de Voto para uma importante votação!
Contribuam com o vosso dever cívico!
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NOTA: não tem carácter vinculativo MAS NO FINAL HÁ UMA ENTREGA DE NÃO-SEI-QUÊ A NÃO-SEI-QUEM!!!!!!!
A rotina e os "bons costumes" fazem-me comichão. O meu desprezo pelos significados religiosos e comerciais do natal faz com que esta noite tenha para mim o único significado de a passar com pessoas importantes para mim.
É uma noite que antes de vir para a China passava na companhia de familiares próximos e alguns amigos, e que este ano todos se condensam na Elsa. E é justo que assim seja. Será certamente uma noite muito bem passada.
É sabido que a época natalícia foi criada pela igreja católica na Idade Média (a famosa...) para substituir as celebrações pagãs do deus Mitra no seio do Império Romano (mas espera lá, o Cristo era judeu e foi morto pelos romanos e a Igreja Católica Apostólica Romana idolatra esse mesmo Cristo e é uma entidade historicamente anti-semita... alguma coisa não bate certo aqui...).
Mas eu sou ateu e estou numa terra de ateus e portanto esta noite terá o mesmo significado que sempre teve para mim.
Irei passá-la com uma pessoa muito importante para mim mas também com o pensamento em muita gente do lado de lá do mundo.
Poucos dias depois de chegar aqui, a Elsa definiu claramente as faltas no meu guarda-roupa. Umas calças ou calções e umas sapatilhas.
Depois de noutro fim de semana termos encontrado uns calções bastante engraçados, uns dias antes de ir a Macau, encontramo-nos no Parque Fuxing e mostrou-me umas sapatilhas que gostou e comprou. Eram de facto bastante engraçadas.
Mas quando tentei calçá-las nem metade do meu pé entrava e tivemos a reacção que qualquer pessoa teria em qualquer lado do Mundo. Dirigimo-nos à loja para as trocar por um número maior. E lá fomos nós àquela adidas na Huaihai lu. Encontramos um empregado, mostramos-lhe o talão, as sapatilhas e dissemos-lhe que precisavamos de um número maior que aquele. Ele andou lá de um lado para o outro até que nos disse que não tinha, que se quisessemos podiamos trocar por outras sapatilhas ou outro material da loja porque por regras da loja não podiam devolver o dinheiro.
E confesso que aqui comecei a ficar chateado. E fui sentar-me nuns bancos da loja com cara de poucos amigos. A Elsa ficou a tentar conversar com eles mas o pouco inglês dos empregados da loja fez com que um outro cliente Chinês que falava bem inglês tentasse ajudar na comunicação. Entretanto a Elsa também ia fazendo um número merecedor no mínimo de um Oscar de Melhor Actriz Feminina.
Chinês interprete - These are for you?
Elsa - No, they're for my boyfriend.
Chinês interprete - (a olhar para mim) He's really mad!
Elsa - (com ar muito preocupado) He's gonna kill me...
Entretanto o Chinês interprete foi informando o pessoal da loja da "gravidade" da situação e passado um pouco já todos os empregados estavam com pena da carinha desconsolada da Elsa (com ar de quem ia levar porrada em casa) e preocupados com ela pelo meu ar bastante chateado.
Acabaram por quebrar as regras internas e devolveram-lhe o dinheiro... Vamos procurar outras sapatilhas noutro lado qualquer.
Para mim este é o objectivo principal do ruinix.net. É engraçado e tal dar noticias minhas, afinal de contas há muitos amigos que não vejo e não me vêm há quase um ano.
Mas além de algumas experiências minhas aqui na China, algumas opiniões políticas em geral, tecnologia, trabalho ou algum post completamente sem sentido que me apeteceu escrever naquele momento, dá-me um grande gozo quando alguém me contacta porque pretende vir para a China.
Já aconteceu algumas vezes, em que ajudei da melhor maneira que pude. Gente que pretendeu vir para aqui viver, gente que veio cá em trabalho ou simplesmente em turismo.
Daqui a uns dias vou receber uma amiga. A Elsa. Vem directamente da Pontinha, mesmo mesmo da pontinha da Pontinha e que acabou por cair em Shanghai. Vem trabalhar para aqui em Arquitectura. E estou muito contente por tê-la ajudado em tudo o que pude e espero que goste desta cidade tanto quanto eu. E estamos a poucos dias de nos encontrarmos no aeroporto de Pudong. Vamos passar grandes momentos aqui.
Estou tão entusiasmado com a chegada dela como quando vim para cá.
Sei que este post era esperado por muitos há muito tempo e hoje pareceu-me o dia indicado para o publicar. Afinal de contas só tinha para dizer "bem, hoje faço 25 anos".
Mas vamos ao que importa, quem é que naquele momento não teve já problemas para abrir o soutien sem a ajuda dela?
Pois bem, conheces os Women's secret? Intimissimi? Esquece.
E com a autoridade do meu título de Consultor Sénior posso revelar aqui que não há nada como os soutiens chineses. Há outros bastante bons por este Mundo fora, é verdade, mas estes são realmente qualquer coisa pela facilidade de abrir sem se tornarem num elemento de distracção. Mas alguns dirão "ah ok, mas as chinesas não têm mamas" e eu admito que sim. É complicado encontrar uma chinesa com uma copa B mas com alguma experiência é possível. E de resto há sempre os exemplos de portuguesas, russas, americanas, brasileiras e afins que compraram lingerie por aqui.
O segredo está no fecho nas costas delas.
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