Onde está o ruinix? A arder no inferno? Não, a enregelar na região autónoma de Xizang (Tibete), República Popular da China. O que me vale é que estou com uma brasa italiana que me vai permitindo manter uma temperatura aceitável. (nós, os ateus, não temos todos o mesmo "castigo" para toda a eternidade)
Já agora, passei os olhos também pelo ruinix@gmail.com e tinha cerca de 500.000 emails por ler. Não me odeiem se não responder...
Mas voltando a Lasa, esta cidade tresanda a religiosidade. Tal como calculava. E é sabido que o meu desprezo é transversal a toda e qualquer religião, ou mitologia religiosa, e a todos e quaisquer rituais destas, mais ou menos satânicos ou anti-satânicos ou simplesmente absurdos (não, não és a única santa besta, B16). E por isso depois de um dia nesta cidade decidimos unanimemente, entre todos (nós os dois...), que tínhamos de ir para outros lugares no Tibete. Para nós, de longe o verdadeiro e melhor Tibete. Cidades e lugares muitíssimo mais interessantes e sem intoxicação de incenso.
De repente lembro-me de uma aldeia, que vamos visitar num dia destes perto da fronteira da China com o Butão, chamada Cona. (depois do café Kona do Havai, depois do logótipo dos cafés Costa, a aldeia Cona no Tibete... "- Ah, onde é que vives? - Eu vivo na Cona. Aldeia engraçada, quentinha. Um pouco húmida..." Que se passa com este mundo?! Quem se lembra destes nomes anda com falta de alguma coisa...)
Mas as nossas fotografias de quase três semanas de viagem são já mais que muitas. Desde Changsha e Xiangtan do Mao em Hunan, a espantosa e lindíssima Guilin, continuando por Nanning e Kunming e outras maravilhosas cidades no sul da China, chegamos a Xizang Zizhiqu (Tibete) e depois de Lasa, e hoje Shannan, esperam-nos Xigaze, Jiangzi e outras aldeias ou vilas por aqui, a seguir a província de Qinhai onde vamos passar uns dias em Xining e depois Lanzhou na província de Gansu antes de partirmos para a rota da seda em Xinjiang, nas cidades de Urumqi, Tulufan, Yanqi, Kuerle, Akesu, ..., algumas no deserto Takelamagan e outras no deserto de Gobi. Continuando pelo deserto de Gobi, e por toda a Mongólia Inferior, temos muito para ver e vamos ficar nalgumas cidades até chegarmos a Harbin na província de Heilongjiang para vermos as Esculturas de Gelo e Neve nesta cidade (um dos pontos altos da nossa viagem), que fez parte da União Soviética desde 1948 até ao início da República Popular da China em 1949, e que tem uma história de mais de 4 milénios. O plano é acabarmos esta viagem no mítico monte Tai, a sul de Jinan, na província de Shandong. Todos os problemas, dificuldades ou contrariedades bem como as agradáveis surpresas, satisfações ou alegrias que passamos desde que começamos esta viagem tornaram-na e continuarão a torná-la no que esperávamos dela. Só os aventureiros e corajosos percebem isto.
É certo que viemos sem roupa ou calçado adequados mas tratamos de começar esta viagem na nossa Shanghai, mais especificamente em Xujiahui, e equipamos-nos com vários SD memory cards (uns 20...) para as nossas máquinas fotográficas. E queria publicar agora algumas das fotos (que estão todas espantosas) para libertar espaço porque temos ainda muito caminho a percorrer, mas esta internet do século XIX não me permite. Ou então a ligação até é boa mas o dalai-lama está a usar toda a largura de banda com o pornotube.
Nem consigo saber por quantos o Braga foi goleado... AHAHAHAH!!!
Antes de sairmos de Shanghai, um Jugoslavo e grande amigo nosso desejou-nos muita sorte e comentou connosco que viagens como a que pensamos são viagens de uma vida. Mudam as nossas perspectivas de quase tudo.
É possível que sim, é possível que já estejam a mudar. Ou a aprofundar. Certamente que este Mundo nunca mais será o mesmo.
Pois bem, está aqui um frio do catano. Vou ver se encontro café ou qualquer outra coisa quente. Arrivederci!
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