Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Mas... o que ia escrever? Ah, voltei a Xianggang (aka Hongkong). Fui na semana passada e voltei ontem.
Foi a quarta ou quinta vez que fui a este lugar chinês mas decidi agora fazer uma coisa que nunca me apeteceu durante estes últimos 3 anos.
A minha namorada chamou-lhe compromisso. E é assim que lhe vou chamar também.
Mas comecemos pelo princípio. Quando estava a sair de Shanghai, aconteceu o eclipse do sol. Estava na entrada do Maglev, na manhã de quarta, quando passou a ser noite outra vez durante uns minutos. Estava a chover em Shanghai nesse dia, portanto não tirei fotos interessantes do acontecimento. Interessante só visto ao vivo. ;)
Mas depois o avião da China Eastern levou-me a Hongkong (lembro-me dos tempos em que só viajava de comboio para qualquer lado da China... tss tss lamentável, Rui). E entre resolver alguns dos assuntos que me levaram a Xianggang e dar umas voltas pelo sítio, passei uns dias porreiros (e ainda melhores noites) acompanhado por amigos (antigos ou novos).
Confesso que nunca fiquei extremamente impressionado com aquele lugar chinês desde a primeira vez que lá fui. Sem dúvida porque vivia em Shanghai há já algum tempo e prédios gigantescos de estranhas formas arquitectónicas não eram surpresa para mim. Mas eu nunca gostei de comparar lugares chineses e não vou começar agora.
De qualquer das maneiras, fizeram-me uma interessante proposta profissional em Hongkong, mas tal como já disse por aqui, é esta Shanghai que quero. Aqui e agora.
Tenho publicado fotos desta viagem a Xianggang (Hongkong) aqui.
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Em conversas com amigos e algumas pessoas conhecidas, tenho visto que há uma surpresa tremenda quando refiro que as competições dos Jogos Olímpicos não são todas em Beijing.
Os orgãos de masturbação mental andam preocupados demais em lançar a normal confusão e esquecem-se de "pormenores". Afinal de contas sempre foi mais fácil controlar um povo com as mentiras do costume e depois não têm tempo para pequenas coisas.
As provas dos Jogos Olímpicos não acontecem só em Beijing.
Se olharem para um mapa, percebem facilmente que Beijing fica um pouco longe do mar, portanto todas as provas náuticas passam-se numa cidade costeira e balnear chamada Qingdao, as provas de hipismo acontecem todas em Hongkong porque este lugar tem público e infraestruturas muito boas para aquelas provas e futebol (masculino e feminino) acontecem em mais 4 cidades além de Beijing. Tianjin, Qinhuangdao, Shenyang e Shanghai. Assisti aqui em Shanghai ao jogo de futebol entre a Costa do Marfim e a Argentina.
Sábado, 26 de Abril de 2008
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Terça-feira, 4 de Março de 2008
Isto será uma espécie de relato da minha estadia em Hong Kong. Tenho fotos
aqui.
Tudo começou a 28 de Fevereiro, dia em que parti de comboio em direcção a Shenzhen. Como já fui um pouco tarde comprar o meu bilhete, não tive qualquer escolha. Apesar de ser o bilhete mais barato das opções que tinha inicialmente, era também a opção mais manhosa do T211. Com a pomposa designação de Hard Seat, que normalmente nem seria muito grave, mas estamos a falar de uma viagem de comboio de 18 horas...
Mas lá começamos a viagem e circundado por um gajo que levava umas grandes canas de bambo, uma rapariga que volta e meia me tirava fotos com o telemóvel, um gajo que comia umas larvas muito estranhas (não consegui perceber se estavam vivas ou mortas). A noite foi passada entre períodos de meia hora em que conseguia passar pelas brasas. Ah! O comboio levava o dobro da capacidade máxima, muitos passaram a noite em pé.
Dia 29, sexta-feira, cheguei a Shenzhen. 6h e pouco da manhã.
Tratei logo de ir para Hong Kong. Na estação de comboios de Shenzhen tem também uma estação de metro e esta linha de metro tem ligação com o metro de Hong Kong. Depois das questões alfandegárias parti para Hong Kong.
A minha entrada em Hong Kong foi presenteada nas televisões do metro com dois discursos do ranger do Texas sobre o Iraque... Isto começou bem, pensei eu.
Pouco tempo depois cheguei à ilha de Hong Kong. Da parte da manhã, tratei dos assuntos que me trouxeram a Hong Kong e procurei um lugar para passar a noite.
Aconselhado por antigos colegas de trabalho que tinham estado recentemente em Hong Kong, fui procurar uma pensão que segundo eles era bastante engraçada e barata. Chegado à morada encontrei um porteiro muito manhoso que me mostrou um papel em inglês a dizer que não me podia ajudar. Fiquei sem saber se não sabia inglês ou se era mudo. Mas à saida cruzei-me com um casal francês que iam à procura do mesmo e, enquanto conversávamos sobre aquela bizarra situação, descobrimos um papel afixado na porta a dizer que aquela pensão tinha sido encerrada por motivos judiciais e quem procurar pela pensão ou pelos antigos proprietários poderia ser considerado cúmplice e severamente punido. Com algum receio de ser lançado aos leões ou de me despejarem óleo a ferver na cabeça fui embora procurar outra.
E acabei por ficar numa não menos bizarra. Esta era a
entrada. Quase tão bizarra como uma em que fiquei uma vez em Ningbo. A pensão era muito manhosa bem como o porteiro mas só queria um lugar para deixar a mala afinal de contas tinha acabado de fazer uma viagem de 18 horas de comboio. E acabei por ficar, num quarto que tinha pouco mais 3 metros de largura por 3 de comprimento.
E depois fui conhecer a ilha.
Apesar de, logo depois ao atravessar uma passadeira, ao lado de uma senhora de 40 ou 50 anos, que de repente começou a vomitar azul clarinho (talvez uma bebedeira de curaçao?), gostei de Hong Kong e fiquei com uma boa impressão daquele lugar.
Não trocava Shanghai por Hong Kong para viver e notei uma grande competição e algum saudosismo dos taxistas naturais de Hong Kong, entre aquele lugar e Shanghai. Parece que com Shanghai, Hong Kong perdeu a aura do único local de edifícios futuristas e de centro económico da China. Mas nunca caí no erro de compará-las, são sítios diferentes e com histórias passadas muito diferentes também. Cada uma com o seu interesse.
Mas tal como notei em Macau, a maneira de ser da população local é diferente. Naturalmente, muito
british style. O custo de vida é caro comparado com o resto das cidades chinesas.
A noite foi passada nalguns bares, onde conheci alguns migrantes temporários e outros permanentes de Hong Kong.
Passei um fim de semana em Hong Kong e espero voltar novamente.
Domingo, 2 de Março de 2008
Voltei hoje de Hong Kong.
Já tenho fotos publicadas e nos próximos dias publicarei mais algumas e escreverei alguma coisa sobre a minha estadia neste lugar.
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
A esta hora, estou a partir de Shanghai a caminho de Shenzhen, e desta cidade do sul da China irei de metro para Hong Kong.
Espero trazer algumas fotos desta cidade para publicar aqui.
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
Ainda não fui a Hong Kong, devo ir só nas próximas semanas. Mas tenho-me informado sobre este local.
Quando os Britânicos fizeram as malas e deixaram Hong Kong em 1997, naturalmente, levaram com eles a
bandeira britânica - mas deixaram a Região Administrativa Especial de Hong Kong sem bandeira.
E como tal a nova administração do território escolheu uma nova com um símbolo representativo de Hong Kong. A
Bauhinia Blakeana, também conhecida pela orquídea de Hong Kong, uma espécie de orquídea única no Mundo descoberta pela primeira vez no século XIX.
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Daqui a uns dias estarei em Hong Kong. Estou entusiasmado, tal como para qualquer outra cidade chinesa que visitei.
Hong Kong é mais uma marca na China de um passado imperialista e colonial neste caso britânico. Foi um resultado da primeira guerra do ópio.
Na primeira metade do século XIX, o Reino Unido era a potência mais poderosa do Mundo e com o seu desenvolvimento industrial, partindo já para a segunda fase da Revolução Industrial, era temível principalmente nos aspectos bélico e militar. Como tal, uma das necessidades dos países industrializados começou a ser o acesso a matérias-primas a custos reduzidos para o desenvolvimento dos seus produtos industrializados.
Com a exponencial procura pela burguesia europeia de seda, porcelana e chá, o acesso privilegiado e permanente a estes bens tornou-se prioritário para o império britânico.
A primeira guerra do ópio começou em 1839 e terminou em Agosto de 1842 com a assinatura do Tratado de Nanjing, o primeiro dos chamados "tratados desiguais", no qual a China aceitou abrir cinco portos ao comércio britânico (Guangzhou, Xiamen, Fuzhou, Ningbo, e Shanghai) e entregar Hong Kong ao domínio do Reino Unido durante 100 anos.
A segunda guerra do ópio (1856-1860) teve como protagonistas agressores não só o Reino Unido mas também a França e teve alguns objectivos curiosos e outros não muito originais. Um dos objectivos era que a China deixasse de se referir aos ocidentais por "bárbaros" ou "selvagens" (ummmmh porque será!...) nos livros e no dia a dia dos chineses e outro objectivo colonial era agora a abertura de onze novos portos chineses para o comércio com o ocidente e seria garantida a liberdade de movimento aos mercadores europeus e missionários cristãos.
Nota do autor: A religião sempre foi o instrumento necessário para as maiores barbaridades não parecerem tão terríveis.
Porque apesar de tudo, ele ama-nos...
Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
Hoje é o primeiro dia do novo ano chinês. Ontem foi uma verdadeira passagem de ano chinesa, o intenso cheiro a pólvora, o barulho quase ensurdecedor do fogo de artifício rasteiro e dos vários fogos de artifício que iluminaram o céu de Shanghai trouxeram, pela noite dentro, alguma "normalidade" de cor e som à noite e à comemoração da entrada no novo ano. Publiquei algumas fotos
aqui.
Por volta da meia-noite foi um cenário de indescritível beleza pela quantidade de fogos de artifício. Como nunca tinha visto em Shanghai. Talvez tenham guardado o fogo de artifício que não usaram nos dias anteriores para a noite de fim de ano. Magnífico.
Escrevi
um post há muito tempo que se referia aos dias em que calha o primeiro dia do ano chinês segundo o calendário gregoriano e ainda hoje é muito visitado por quem procura no google
algo relacionado com "ano novo chinês". Espero que sirva alguém a não perder o próximo.
Nas próximas semanas vou a Hong Kong. Estive em Macau no ano passado. Espero ver outra sociedade, muito ocidentalizada é certo. Mas segundo opiniões de amigos da China é um sítio muito interessante, muito diferente do resto da China.
Agradeci-lhes as ajudas e opiniões mas admito que temo o pior quando me dizem que um sítio é muito diferente da China... na China.