Há dias soube que a nova empresa de Arquitectura para a qual a Ada me disse que ia trabalhar é na verdade uma que partilha o mesmo escritório da empresa da Elsa.
E então combinamos um jantar ontem num restaurante que a Ada conhecia (ela escolhe sempre os melhores) para a Elsa e a Ada se conhecerem melhor e já acertamos para mais tarde idas a outros lugares em Shanghai e a Sheshan.
Mas antes do jantar fui com a Elsa ao mercado Fenxiang procurar algumas coisas que precisavamos e outras nem por isso mas que acabamos por trazer. Lembro-me das 3 canetas Montblanc a 60 kuais ou dos SD cards de 8 GB por 15 kuais mas acabamos por trazer dois USB disks da Sony de 120 GB por 50 kuais (5 euros) cada um.
É certo que aqui não disse a verdade sobre os EUA, o dalai-lama ou a Coreia do Norte mas este post fez o seu furor, obrigado a todos pelos mails. Não sabia que esta minha ida a Portugal levantava tantas paixões. :D
Um dos mails que me ficou na memória foi um em que a Yulia, acerca da viagem de Trans-siberiano, me perguntou: "Mas o que os teus pais acham disso?". Isto porque segundo ela, os pais e amigos dela se iam passar se ela lhes dissesse que ia fazer aquela viagem sozinha. Mesmo sendo russa...
Ora bem, como é natural respondi-lhe qualquer coisa como "quem tem medo compra um cão". Mas desde que estou na China, cão para mim só se for num excelente ensopado que comi em tempos em Ningbo.
De qualquer das maneiras, descansei-a e disse-lhe a verdade. Não tenho a certeza que consiga fazer a viagem por causa do (pouco) tempo que tenho. Mas na verdade, se tiver alguma hipótese nem hesito.
De resto, abriram ontem as urnas desta Assembleia de Voto para uma importante votação!
Contribuam com o vosso dever cívico!
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NOTA: não tem carácter vinculativo MAS NO FINAL HÁ UMA ENTREGA DE NÃO-SEI-QUÊ A NÃO-SEI-QUEM!!!!!!!
Estes últimos dias reforçaram o meu prazer de viver em Shanghai.
Na sexta-feira ofereceram-me bilhetes para o Centro de Exposições da Planificação Urbana de Shanghai para assistir às exposições presentes. 5 andares de um espectacular edifício com exposições sobre Shanghai, que descreviam de uma forma muito interessante o seu passado, presente e planeamento para o futuro, através de boas exposições fotográficas, de vários vídeos e hologramas.
Além da informação sobre o Plano Quinquenal para o ordenamento da cidade de Shanghai, com maquetas de grande qualidade quer de toda a cidade quer de pontos específicos, estava também presente uma exposição da cooperação Chinesa e Dinamarquesa para o desenvolvimento da política Chinesa de uma sociedade harmoniosa.
Ontem, para comemorarmos o Dia Nacional da China (e para estarmos todos juntos também), fui com os colegas da Emeneo a Qibao. Uma zona muito típica e bastante antiga.
Na entrada do bairro estava exibida a inscrição: "Se quer ver 10 anos de Shanghai deve ir a Pudong, se quer ver 100 anos de Shanghai deve ir ao Bund, se quer ver 1000 anos de Shanghai deve vir a Qibao".
Além da interessantíssima arquitectura antiga chinesa presente em todas as ruas, são muitas as barraquinhas e tasquinhas de comida chinesa mais ou menos "normal" mas muito saborosa. Uma palavra para o conhecido "tofu fedorento", com um cheiro que tresandava por todo o lado. Provei mas desta vez tive uma sensação diferente, graças a um mail que recebi de manhã (sim, esse mesmo...), estive com uma musica do José Cid na cabeça o dia todo. E hoje senti que o tofu bateu mesmo, para a próxima vou tentar com uma do Paco Bandeira.
Mas felizmente fui capturado por tribos brasileiras, que estavam de férias em Shanghai, e me afastaram do tofu...
Já publiquei fotos dos dois eventos aqui.
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Seis pessoas, entre as quais um jornalista, foram detidas devido a uma reportagem sobre "baozi" (uma espécie de empada) fabricados com cartão em Pequim, que teve uma enorme repercussão mas que se revelou ser falsa, noticiou hoje a imprensa chinesa.
Divulgada num momento em que se fala de vários escândalos relacionados com alimentos produzidos na China, tanto no interior do território como no estrangeiro, a reportagem de 8 de Julho provocou ondas de choque junto da população chinesa.
Uma investigação oficial concluiu que se tratava de uma reportagem falsa pelo que foi ordenada a detenção de seis pessoas, entre as quais o jornalista Zi Beijia, noticiou hoje um jornal de Pequim.
Zi, que trabalhava para a TV Pequim, a estação de televisão oficial da capital chinesa, explicou à polícia ter proposto - numa reunião de redacção - uma peça sobre a qualidade dos baozi, empadas recheadas feitas ao vapor, que se vendem habitualmente nas ruas de Pequim.
No entanto, uma vez que nada descobriu e face à pressão do seu editor, disse ter inventado que o recheio dos baozi, tradicionalmente à base de carne, continha uma mistura de cartão.
Para concluir a reportagem, noticia hoje a imprensa, o jornalista teria pago a quatro trabalhadores para se deixarem filmar enquanto preparavam os "baozi" com recheio de cartão.
Entre os seis detidos contam-se o jornalista e os quatro trabalhadores, precisou a agência oficial Nova China.
A Associação dos Jornalistas Chineses apelou à "ética profissional" e o responsável máximo pela entidade que supervisiona a qualidade alimentar aproveitou para pedir prudência aos media estrangeiros.
Nas últimas semanas, as autoridades chinesas acusaram de sensacionalismo vários órgãos de comunicação social estrangeiros, especialmente norte-americanos, especialmente devido às reportagens sobre os problemas de segurança alimentar no país.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Depois de almoçar, rumamos em direcção ao Parque da Floresta (Forest Park).
E bem, é de uma beleza magnífica. O mais lindo e rico pela variedade de animais e plantas que vi na China até hoje. Sabíamos (ou ela sabia...) que o parque era muito grande e portanto na entrada podíamos alugar uma bicicleta ou um carrinho de excursão (tipo carro de golf) mas preferimos ir a pé. As fotos ficam realmente aquém de todo aquele cenário de qualquer das formas algumas que tirei estão aqui.
Depois do passeio entre a espectacular vegetação chegamos à zona dos animais. A maior parte anda realmente à solta casos dos cavalos, cabras, veados, patos e gansos. Outros estão em áreas reservadas casos das avestruzes e alguns macacos. Demos uma voltinha de cavalo. Que acabou passados 10 minutos porque começou a chover e trovejar a sério. Aqui estava a primeira semelhança com Shanghai, as variações climáticas. Mas completamente encharcados chegamos à saída. Onde se preparavam para entrar no parque 3 batalhões do Exército de Libertação Popular provavelmente para exercícios de treino.
Mas fomos para casa dos pais da Ada que nos prepararam um verdadeiro jantar chinês especialmente com gastronomia típica de Chongming. Começamos por uma melancia deliciosa plantada em casa, umas massarocas de milho também caseiras e uns amendoins cozidos. Depois veio o jantar propriamente dito, lagostins e um peixe do rio, camarões e santolas, mais amendoins e favas cozidas, cogumelos, carne de porco cozinhada à moda de Chongming, vegetais e arroz. Estava tudo delicioso. O jantar foi para 5 pessoas, eu, a Ada, a Mãe e o Pai dela e um tio. Só eu, o Pai e o tio bebemos. Chegamos ao fim com 22 garrafas de Tsingtao vazias. De 600ml cada. Nem todos os chineses evitam beber... ;)
Ninguém ficou bêbado mas era notória a falta de equilibro de todos. Mas foi muito divertido e como uma amiga me disse uma vez, nos primeiros encontros deviamos beber sempre para quebrar logo o gelo.
O dia seguinte começou um pouco mais tarde, também por causa da chuva que teimava em não parar, mas antes de almoçarmos a Ada ainda me quis mostrar a parte mais antiga de Chongming. Gostei, arquitectonicamente até nas partes mais antigas Shanghai e Chongming têm poucos pontos em comum. Depois fomos almoçar um grande hot pot de frango, queijo, tomate, pimentos, 6 variedades de cogumelos e muito picante. Muito saboroso.
E a meio da tarde regressamos a Shanghai.
Chongming excedeu as minhas expectativas pela diferença com as outras realidades chinesas que conheci por aqui e a genuidade que conseguiu manter mesmo com Shanghai já ali. E eu adoro a diferença.
Antes de vir para cá comprei um livro onde dizia que na China, particularmente em Shanghai e Beijing, estavam a aparecer vários restaurantes de fast-food chineses. Quando me falam de fast-food lembro-me logo de McDonald's, KFC, Pizza Hut ou Burger King, mas os Megabyte (o nome desta cadeia alimentar chinesa) de fast-food só tem semelhanças com as casas americanas na rapidez da confecção dos pratos. 5 minutos no máximo.
Não tem menús para crianças e não oferece brindes para a família mas tem uma variedade de cerca de 150 pratos de várias zonas gastronómicas da China. A um preço muito convidativo. Por uns 30 yuan (3 euro) podemos ter uma refeição composta por prato principal, sopa, cerveja ou um sumo qualquer e também um gelado com um aspecto fantástico... (esta vai direitinha para alguém) :D
Normalmente ficam situados no primeiro andar dos centro comerciais e já experimentei muitos destes restaurantes. A comida é deliciosa, com uma grande variedade e muito bem confeccionada.
São sítios a experimentar por aqui.
Isto é um lugar comum mas em Shanghai há comida para todos os gostos e todas as carteiras. Gosto muito da cozinha chinesa mas é também obrigatório experimentar as comidas indiana e tailandesa. E vietnamita, e coreana, e...
Já comi bem desde uns 5 yuan (0.50 euro) até... é melhor nem dizer. Mas não foi pelo que comemos mas pelo que bebemos.
Mas aqui em Shanghai há quase todos os tipos de comida ocidental. Relativamente bem cozinhada. Mas tal como os restaurantes chineses no ocidente cozinham comida chinesa com ingredientes ocidentais, aqui algumas cozinhas ocidentais cozinham-nos com alguns ingredientes e sabores orientais.
A mais popular cozinha estrangeira é a italiana. Há aqui bons restaurantes de pizzas e pastas.
Confesso que não tenho interesse quase nenhum na culinária. E ao contrário daqueles que tentam saber que ingredientes são usados, como são preparados e cozinhados para mim é-me completamente indiferente. Se calhar por isso é que como coisas em sítios que até os próprios amigos chineses me dizem "como é que és capaz de comer aqui??". Mas se gosto de algum prato faço por comer outra vez o mesmo noutra altura, se não faço por não repetir. Mas devo dizer que nunca comi nada aqui que possa dizer que não tivesse gostado.
No jantar mais variado de cozinha chinesa que comi em Shanghai, para 4 pessoas, foi composto por 17 pratos diferentes e curiosamente nem foi dos mais caros. Mas estava muito saboroso.
Dado o meu chinês básico, como sempre muito bem quando vou acompanhado por uma amiga chinesa. Quando vou sozinho ou com pessoas que sabem tanto ou menos chinês que eu por vezes são fiascos monumentais. Tenho a impressão que até as empregadas de mesa ficam a olhar para mim quando escolho um determinado prato, tipo "ninguém pede isso há 15 anos...".
Nos últimos dias tenho ido almoçar à cantina da Universidade Jiao Tong (que fica bastante perto da Adidas) e já fui almoçar algumas vezes à cantina da Universidade Oriental da China.
Confesso que nunca fui um grande frequentador da cantina do ISEP ou de qualquer outro estabelecimento de ensino superior em Portugal mas os pratos nestas cantinas chinesas são muito bem confecionados e por pouco mais de 10 yuan (1 euro) podemos ter um prato com uma dose de uma espécie de açorda de lagosta, frango, cogumelos, arroz ou massa, algumas variedades de legumes (bambu, soja, cenoura, tomate, alface, alho francês, ...) e sopa.
É servido tipo comida na prisão mas é muito saborosa.
Há também na Jiao Tong um espaço de café onde por 3 yuan (0.3 euro) podemos beber um café sofrível mas aceitável. Bem melhor que o do Starbucks e que custa 10 vezes mais.
Em Shanghai dizem que cada Universidade é conhecida por alguma coisa. Uma pelas mulheres, outra pela comida, outra pelo desporto e outras noutras áreas. Tenho de exprimentá-las todas.
Tinha combinado ir jantar ontem com a Xu Jie a qualquer lado. Mas ela preparou-me uma surpresa com mais 3 amigos e jantamos os 5 um magnífico hot pot em casa dela. O melhor que já comi até agora aqui na China. Pelo ambiente de amigos e pela variedade de alimentos.
Várias carnes, peixes, mariscos, vários vegetais, vários tofus, vários cogumelos. Delicioso.
No final tive a minha primeira abordagem ao tradicional jogo chinês, Mahjong. Desastre completo. Definitivamente não é o meu jogo. Mas foi divertido. E isso é que importa.
Ainda a propósito de baratas e formigas, ontem vi uma ratazana do tamanho de um coelho. Muitos(as) já estarão a dizer, ai que nojo. Mas se disser que foi num restaurante o nojo toma outras proporções.
Ontem fui jantar com a Chaand, uma amiga libanesa, a um restaurante com a sua classe e elegância perto do Templo Zhenru em Shanghai. Todos os pratos que pedimos estavam bastante bons. Mas a meio do jantar uma ratazana de tamanho considerável passou por cima da cabeça de todos no sistema de refrigeração. Pelos vistos só eu e a Chaand o vimos.
Eu não me incomodei minimamente, até achei engraçado e os pratos chineses estavam mesmo muito bons. Mas a Chaand ficou visivelmente enojada e nem quis comer mais.
As mulheres são mesmo estranhas às vezes.
O Ano do Cão está a terminar e que melhor maneira de comemorar o ano em que nasci e em que cheguei à China do que... comer cão.
Hoje encontrei-me com a Ada para alterarmos o destino da nossa viagem. Em vez de Nanjing vamos a Suzhou. Segundo ela é melhor nesta altura do ano. E pelas fotos que vi (e vocês também podem ver, é só escrever suzhou no images.google.com e ver o que dá) e estou certo que vamos ver outra China extraordinária.
Depois de tratarmos da alteração na Estação de Comboios decidimos concretizar uma ideia que tinhamos tido há algumas semanas mas por diversas razões nunca chegamos a concretizar. Comer cão.
E lá fomos nós a um restaurante bastante simpático e pedimos (ela pediu) um prato de gou rou (carne de cão), alho, vegetais, algum picante e arroz. Não me conseguiram dizer que espécie era mas pelo tamanho da gordura da pele, do tamanho dos ossos e da (pouca) suavidade da carne posso dizer que era certamente um cão grande e não muito novo. E desculpem-me as ambientalistas e defensoras dos direitos dos animais (seja lá o que isso for, como é que alguém tem direitos se não tem deveres) mas estava muito bom. Gostei do prato de cão, que na verdade percebi a meio da refeição que não era cão mas cadela dado que estava a comer uma parte que não reconhecia nos cães, e se o cão não era transsexual nem travesti, eram mesmo mamas.
Ontem a Ada fez Là Ròu Miàn, uma sopa qualquer de tofu e panados. E eu ajudei-a... a abrir uns frascos.
E estava muito bom, por vezes nalguns restaurantes a comida tem especiarias e óleo a mais. Portanto nada melhor que comida feita em casa. (mas feita por quem sabe...)
Babem-se. :D
Os chineses têm uma obsessão com o picante. Eu até gosto bastante de comida picante e por isso não me importo mas picante até ao pequeno-almoço é no mínimo estranho.
Este prato aqui em cima foi o meu jantar de ontem e era frango picante (ali no meio das malaguetas estava o frango...). Este restaurante é bastante engraçado, gosto de ir lá. É um pouco mais caro que a generalidade de restaurantes chineses (por um chá de jasmim ou verde, sopa, cerveja e prato principal chego a pagar 50 a 60 yuan), mas gosto do ambiente e o pessoal é muito simpático.
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